sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Vídeo da semana: From Paris with love


Esse post é dedicado àqueles que, como eu, sentem falta do bom cinema de ação. Os anos 80 se passaram e com ele ficaram boa parte dos melhores filmes do gênero. Hoje, tudo que se encontram são fitas super-estilizadas, que abusam dos efeitos especiais e que ,normalmente, são originárias de outras fontes, especialmente os quadrinhos. Aquele bom filme politicamente incorreto, violento e recheado de efeitos práticos ficou para trás. Luc Besson é um homem dos anos 80, seu filme mais badalado até hoje é dessa década - Nikita - e ele mesmo é o homem responsável pelas obras que mais resgatam aquele espírito perdido. Carga explosiva, Beijo do Dragão e Busca Explosiva, são todos filme que, se não são geniais, têm o mérito de exalar a incorreção antes tão comum. Em 2010, lança ao lado do diretor Pierre Morel (de Busca Explosiva) From Paris with love (que aqui, pelo que parece, recebeu o terrível nome de "Dupla explosiva") um filme que pelo seu trailer pode-se perceber traços dos filmes de outrora e a presença de um Travolta energético, nos melhores moldes Máquina Mortífera e Duro de matar. Veremos.







Quote do dia: O Lutador


Mickey Rourke não ganhou o Oscar 2009, mas se tivesse, não teria sido de forma alguma injusto. Sua atuação como Randy "the Ram" Robinson é antológica. Seu lutador em decadência é ao mesmo tempo a síntese de sua carreira e sua redenção. Poucos atores são capazes de demonstrar tanta emoção com tão pouco. Rourke não precisa de palavras, apenas de um olhar para transmitir toda dor e frustração daquele homem destruído pelo tempo. E em um dos melhores diálogos do filme, "the ram" resume para sua filha, em poucas palavras, sua natureza.

"I'm an old, broken down, piece of meat... And I'm alone"


Vídeo do diálogo interpretado por Mickey Rourke e Evan Rachel Wood:




quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Quote do dia: Na natureza selvagem


Um dos melhores filmes dessa década que termina e um dos personagens mais fascinantes do cinema e da vida real - Christopher McCandless. Em um diálogo com um de seus amigos construídos ao longo de sua jornada, Ronald Franz, Chris resume em poucas palavras e em uma frase sua inquietação e descontentamento com os rumos da sociedade em que vive.


"Mr. Franz, I think careers are a 20th century invention and I don't want one"


A seguir, um vídeo com algumas imagens do filme e a música Society, interpretada por Eddie Vedder, autor da inesquecível trilha sonora da obra.







terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Filmes que podem ser definidos com apenas uma frase: Ninja Assassino


- prefiro o ninja Jiraya!



Nota do blogueiro: nova série de posts inspirados pela falta de palavras para definir filmes como o citado acima.



Tweets que ultrapassam 140 caracteres: indicações ao Oscar


Rapidamente: saíram as indicações ao Oscar. Nenhuma grande novidade, a não ser a esquisitice anunciada de indicar 10 filmes à categoria de melhor filme, o que força a academia a indicar filmes apenas medianos, como Distrito 9 . Mas, em um segundo momento, não há muita diferença, já que o maior ganhador do ano passado foi o fraco Quero ser milionário.
Nas categorias restantes, pequenas surpresas, se é que podem ser chamadas assim, como a não inclusão de Mélanie Laurent de Bastardos Inglórios na categoria de atriz coadjuvante.
Fico na reclamação, é claro, pela inclusão da nossa amiga Sandra Bullock - provável ganhadora - e da falta de inúmeros filmes na imensa lista de melhor filme. Para citar, fico com dois: Onde Vivem os Monstros (nenhuma indicação???) e Star Trek, anos luz melhor filme e melhor ficção que o superestimado Distrito 9.
De resto, é comemorar a vitória certa do "dude" Jeff Bridges e fazer uma mandinga séria para Bullock não levar. Sou Meryl Streep desde pequeno.

Miguel Moura


Tweets que ultrapassam 140 caracteres: Gran Torino


Não consigo entender como críticos renomados e interessantes conseguem enxergar uma obra-prima no penúltimo filme de Clint Eastwood. Em tempos de prêmios, há quem reclame a não inclusão da obra e incense-a como a melhor de 2009. Meu Deus, eu vi outro filme. Pois o filme que eu vi tem Eastwood numa performance caricatural, por vezes até engraçada, é verdade, mas que ruma para o ridículo conforme o desenrolar da trama; tem os piores atores coadjuvantes que eu tive o desprazer de acompanhar no cinema - o que dizer do Padre Janovich? - ou, principalmente, da dupla oriental, com destaque negativo para o intérprete de Thao, beirando o amadorismo; tem o relacionamento motriz da obra altamente superficial - Walt e Thao se tornam melhores amigos quase que da noite para o dia - e tem, principalmente, um final de levantar da cadeira e sair irritado do cinema. A escolha de Eastwood por finalizar a fita com um ato de heroísmo e sacrifício descabido e tolo é revoltante, e não só enfraquece o filme como o torna moralmente complicado, para dizer pouco. Piegas, mal-atuado, maniqueísta e chato. Como é que alguém ainda vê qualidades suficientes para alçá-lo à condição de integrar qualquer lista de melhores que seja?

Resposta? Não sei.

Miguel Moura


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Notícia do dia: prequel da franquia Bourne


Depois de um excelente terceiro filme que coroou a trilogia, o diretor Paul Greengrass abandonou a franquia Bourne em busca de novos desafios e, junto com ele, foi seu protagonista Matt Damon. Com isso, a Universal - estúdio responsável pela série - resolveu entrar na moda do prequel (uma espécie de pré-sequência que tem seus acontecimentos passados antes dos filmes anteriores) e pensa em uma aventura com novo diretor e um novo ator.

Opinião: com a saída de seus dois alicerces da produção, os executivos da Universal têm apenas duas opções para não perder sua mina de ouro: um reboot ou uma pré-sequência. Em ambos os casos, não há nenhuma continuidade com a série ou respeito ao livros de Robert Ludlum, são apenas meios para se fazer dinheiro o mais rápido possível, aproveitando enquanto a série ainda está fresca na memória dos consumidores. Uma pena, já que a trilogia Bourne se consolidou com uma das séries de espionagem mais respeitadas do cinema, influenciando, inclusive, um primo mais velho e famoso - James Bond.

Miguel Moura